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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Toda Mafalda - da primeira a última tira.

Comprei esse livro ontem...
Está na minha lista de leituras nessas férias juntamente com outros três.
Estou me acabando de rir com essas tirinhas.

Sugiro a todos...regisous@

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Histórias para aquecer o coração.

Terminei de ler esse livro hoje.
Um livro "água com açucar": Fácil e que acalma a gente.
Enfim...gostei, veio numa hora de tribulação e me fez visualizar os pedregulhos como pequenos cascalhos.


regisous@

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ja comecei a ganhar presentes de aniversário.


Meu niver é só dia 04 deste mês e já comecei a ganhar presentes.
Mas o que mais me chamou atenção foi um livro que ganhei da minha amiga Valquíria Nunes, O guia dos curiosos - Língua portuguesa, de Marcelo Duarte.
Gente!!! Vocês não tem noção o tanto que esse guia é interessante. Sempre que ler algo legal vou postar aqui para gente aprender e rir um pouco.
Pra começar vocês sabiam que a palavra curioso vem do latim curiosus e , curiosamente tem o mesmo radical de "curar"?
Quem sabe essa é nossa grande missão (nós os curiosos): Curar a sede de respostas de todo mundo.

Amei Val...beijos
regisous@

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Qual a medida do seu amor?


Bom, como todos sabem, sou professor de matemática, uma matéria fria, "exata" e que por muito tempo segregou as pessoas entre quem as sabe e quem não as sabe.
Hoje dando aula sobre "por quê medimos as coisas? O que levou o homem a querer medir tudo?", fiquei pensando: Como se mede o amor?
Me lembrei de um musical - mais uma vez os musicais no meu dia-a-dia, pra mim tudo podia se resumir em música. Sou do tipo que músicas falam por mim e que minha vida tem trilha sonora (isso é até comunidades de orkut).
Bom mas voltando ao musical, me lembrei do "Rent".
Esse musical começa com uma trilha que fala sobre isso: Como você mede um ano? E no final da música ela diz: Meça seu ano em amor...
Como fazer isso gente??

Não consigo nem medir meu amor.
Essa semana comecei ler o livro "Histórias para aquecer o coração" e em uma das histórias de título "Não há amor maior" conta a experiência de Heng, um garotinho vietnamita que estava com um grupo de missionários quando este foi atingido por uma bomba. Os missionários e duas crianças morreram e muitas ficaram feridas, inclusive uma menininha de oito anos que estava perdendo muito sangue e se o sangue não fosse reposto com certeza morreria.
Muitos pedindo ajuda, enfermeiros e médicos americanos que não sabiam falar vietnamita começaram a usar a linguagem de sinais improvisados para pedir socorro. O pedido foi aceito pela mãozinha de Heng, que levantando-a se colocou a disposição para ajudar.
Com o bracinho limpo com álcool, as veias de Heng foram invadidas por um catre e durante toda aquele terrível experiência Heng começou a chorar em silêncio, soltando apenas uns soluços discretos.
Percebendo aquilo, uma das enfermeiras americana com gestos perguntou a Heng:
- Esta doendo?
Ele limpando o rostinho acenou que não, mas continuou com o choro.
Aquilo incomodou a enfermeira, que queria saber o motivo das lágrimas de Heng, já que não sentia dor. Foi quando uma enfermeira vietnamita chegou e perguntou a Heng por que ele estava chorando. Conversaram um tempo e logo a enfermeira vietnamita disse a equipe americana:
"- Ele achou que estava morrendo. Entendeu tudo errado, entendeu que vocês tinham pedido todo o sangue dele para salvar a garotinha."
A indagação veio na hora por um dos médicos:
- Mas por que ele faria isso?
A enfermeira vietnamita voltou-se a Heng, fez a mesma pergunta e foi surpreendida com a resposta:
- Ela é minha amiga.

Gente isso esta me incomodando tanto?
Não sei como medir meu amor,
e não sei também como se mede um ano em amor quanto mais uma vida.


regisous@

sábado, 4 de outubro de 2008

Bagagem...


Hoje acordei cedo com uma dorzinha de cabeça (provavelmente proveniente do aparelho ortodôntico que apertei quarta-feira passada) e resolvi ler os últimos poemas do livro "Bagagem" (lançado no Rio de Janeiro em 1976), o primeiro trabalho publicado de Adélia Prado, uma Mineira de Divinópolis, sargitariana (assim como eu).
O que me chama atenção nos poemas de Adélia é que seu cotidiano é a própria condição da literatura, isso me encanta, pois a poesia esta na nossa volta, basta ter sensibilidade.
"Atávica"
(um poema de Adélia que conta um pouco de mim)
"Minha mãe me dava o peito e eu escutava,
o ouvido colado à fonte dos seus suspiros
'Ó meu Deus, meu Jesus de misericórdia'.
Comia leite e culpa de estar alegre quando fico.
Se ficasse na roça ia ser carpinteira, puxadeira de terço;
cantadeira, o que na vida é beleza sem esfuziamentos, as tristezas maravilhosas.
Mas eu vim pra cidade fazer versos tão tristes
que dão gosto, meu Jesus de misericórdia.
Por prazer da tristeza eu vivo alegre."